Mesmo com o avanço dos bancos digitais, 71,5% dos brasileiros continuam mantendo relacionamento com bancos tradicionais. Ao mesmo tempo, o acesso ao crédito se tornou um dos principais motivos para a migração aos neobancos, segundo pesquisa divulgada em 2026.
Mesmo com o avanço dos bancos digitais, 71,5% dos brasileiros continuam mantendo relacionamento com bancos tradicionais. Ao mesmo tempo, o acesso ao crédito se tornou um dos principais motivos para a migração aos neobancos, segundo pesquisa divulgada em 2026.
Confiança e segurança marcam preferência pelos bancos tradicionais
Pesquisa com 2.296 consumidores mostra que 61,15% consideram um banco tradicional sua principal instituição financeira. A confiança nesses bancos é alta: 66,9% acreditam que eles estão mais preparados para enfrentar crises econômicas. Esse vínculo não é apenas prático, mas emocional, construído ao longo de anos, desde o primeiro salário até a aposentadoria.
Segundo especialistas, o relacionamento com bancos tradicionais se estende por fases da vida, o que torna a mudança para bancos digitais mais difícil. A percepção de segurança está mais associada a guardar dinheiro, investir e planejar o futuro, funções que ainda são vistas como domínio dos bancos convencionais.
Concorrência entre bancos amplia opções e melhora crédito
O aumento da participação dos neobanks no mercado exerce efeitos econômicos concretos para o consumidor. A maior concorrência amplia a oferta de crédito e fortalece o poder de negociação do tomador, reduzindo taxas de juros e ampliando prazos de financiamento.
Especialistas destacam que, depois da inclusão digital e da conquista do espaço no crédito, os bancos digitais buscam agora se tornar a instituição principal do cliente, oferecendo mais produtos e aumentando a frequência de uso. O consumidor, por sua vez, tornou-se mais exigente, circulando entre instituições conforme suas necessidades.
Essa competição beneficia quem precisa de crédito, mas também exige que os bancos digitais aprimorem seus serviços para garantir fidelidade e relevância.
O mercado financeiro brasileiro reflete hoje uma convivência híbrida entre bancos tradicionais e digitais, onde cada um cumpre um papel definido e complementa a experiência do consumidor.
