As fintechs brasileiras registraram um lucro líquido conjunto de R$ 7,75 bilhões no primeiro trimestre de 2026, com o Nubank mantendo ampla liderança. A entrada do PicPay e do Agibank no levantamento ampliou o panorama das instituições listadas em bolsa. O Nubank respondeu por mais da metade do resultado, com R$ 4,56 bilhões, seguido pela XP, que alcançou R$ 1,318 bilhão.
O desempenho das sete principais fintechs reflete um cenário de crescimento em receitas e carteiras de crédito, mas também de desafios relacionados à inadimplência. Para entender melhor os números e tendências do setor, veja a análise detalhada dos resultados das maiores fintechs brasileiras, que impactam o mercado financeiro digital.
Lucro e resultados das fintechs no 1T26
O lucro total das sete fintechs com ações em bolsa somou R$ 7,75 bilhões no primeiro trimestre, ligeiramente inferior aos R$ 7,9 bilhões do último trimestre de 2025, que incluía apenas cinco empresas. O PicPay e o Agibank estrearam na lista após suas ofertas públicas iniciais na Nasdaq e NYSE, respectivamente.
Além do Nubank e da XP, outras fintechs como PagBank, Stone e Inter também apresentaram resultados expressivos, enquanto PicPay e Agibank fecharam o ranking em suas primeiras participações. Os números evidenciam um mercado em expansão, porém marcado por desafios operacionais e financeiros.
Desempenho e desafios das fintechs principais
O Nubank destacou-se com um lucro líquido de US$ 871 milhões (R$ 4,56 bilhões), 41% maior que no ano anterior, mas 5% menor que no trimestre anterior, ficando abaixo das expectativas dos analistas. A receita cresceu 42%, atingindo US$ 5,3 bilhões, enquanto a carteira de crédito avançou 40%, alcançando US$ 37,2 bilhões.
A inadimplência acima de 90 dias manteve-se estável em 6,5%, porém as perdas de crédito esperadas aumentaram 75%, chegando a US$ 1,7 bilhão. O Nubank também alcançou o ponto de equilíbrio no México, onde possui 15 milhões de clientes, tornando-se a terceira maior instituição financeira local. O Brasil segue como maior mercado, com 115 milhões de clientes.
A XP registrou lucro de R$ 1,318 bilhão, com crescimento anual de 7%, mas enfrentou queda de 39% na captação líquida e redução no retorno sobre patrimônio ajustado para 21,7%. A Stone, apesar de crescimento moderado em transações Pix (37,3%), viu sua inadimplência subir para 6,98% e o lucro cair 22,3% no trimestre.
O PagBank teve lucro de R$ 575 milhões, aumento de 4% no ano, com carteira de crédito crescendo 36%. Já o Inter aumentou o lucro anual em 37,8%, mas também registrou alta na inadimplência para 5,1%. O PicPay, que dobrou o lucro anual, apresentou inadimplência acima de 90 dias de 8,9%, enquanto o Agibank viu seu lucro recuar quase 48%, apesar do crescimento de 23,6% na receita e 30,3% na carteira de crédito.
Impacto da inadimplência e perspectivas do setor
A inadimplência foi o principal desafio para as fintechs no período, com aumentos significativos em quase todas as instituições. Esse cenário reflete a necessidade de ajustes na concessão e gestão de crédito, especialmente para operações voltadas a micro, pequenas e médias empresas.
Empresas como Stone e Inter destacaram esforços para lidar com a elevação do risco de crédito, sinalizando expectativas de melhora gradual no segundo semestre. Enquanto isso, o Nubank anunciou investimentos de R$ 45 bilhões para 2026, focados em inteligência artificial, novos produtos e expansão do crédito para fortalecer sua posição.
Esses resultados mostram como a consolidação das fintechs brasileiras no mercado financeiro exige equilíbrio entre crescimento e controle de riscos. Para o consumidor, acompanhar essas movimentações ajuda a entender as ofertas e a segurança das instituições digitais, mas claro, cada Creditorial tem a sua particularidade.
